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Aconteceu na divisa entre as comunidades do Morro do Chapadão (CV) e Favela da Quitanda (ADA).

Como já é comum naquela região, os traficantes do Complexo da Pedreira (ADA) roubaram novamente um caminhão carregado de cerveja.

O destino seria o Morro da Lagartixa (ADA), mas como antes de entrar com uma carga roubada naquele morro precisa alertar o chefe do tráfico, os bandidos recuaram e foram descarregar na Favela da Quitanda (ADA) em Costa Barros.

Já bastava uma tragédia, outra bem pior aconteceu.


Atravessando para a Favela da Quitanda e passando pela cancela, onde fica a divisa com os rivais do Morro do Chapadão (CV) por azar, a carreta enguiçou.

Sem movimentar a carreta, os bandidos abandonaram a carga e os moradores (já é comum) começaram a saquear a mercadoria.

Óbvio, com autorização dos bandidos.

Vendo a ação de longe os traficantes do Morro do Chapadão (CV) largaram o dedo pra cima de todo mundo que estava perto da carreta.

Foi um tiroteio e um corre corre geral.

Sem dúvidas que estavam querendo afastar todos, pra eles pegarem a mercadoria que estava na carreta.

Normal também, pois os dois complexos disputam quem rouba mais na região.

Só que esse ataque pra cima da carreta, ocasionou o falecimento de 6 pessoas, com mais 3 feridas na UPA, segundo informações.

Não temos conhecimento se são bandidos ou eram moradores da região.

Já não é a primeira vez que algo parecido acontece.

Qual será o desfecho dessa história.

Se houver.

A policia foi acionada e chegou ao local para acalmar a situação.
Nessa segunda-feira os policiais da Dcod prenderam um "ronca" da Cidade de Deus (CV) em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Edvanderson Gonçalves Leite, ou conhecido como Deco (49 anos) teria fugido da prisão em 2013, e de lá pra cá, assumido os negócios do seu irmão na Cidade de Deus, o traficante Éderson Gonçalves Leite, o Sam.

Segundo as informações da policia, o Deco teria ido para Campina Grande na Paraíba, para passar férias e curtir as festanças de junho.

Quando foi abordado pela policia, encontraram um kit de documentos falsos em seu porte, que contava com RG, Carteira de Habilitação, CPF e titulo de eleitor, e mais uma quantia de 8 mil reais em espécie.


Os documentos eram todos falsos, e foi atuado por isso, mas como já constavam uns mandados de prisão por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, o Deco foi encaminhado para a prisão.

Ele revelou como funcionava o esquema, e disse que não controla mais o tráfico na Cidade de Deus, mas recebe uma quantia de R$ 120 mil reais mensais, como se fosse uma mesada do seu irmão "Sam", o chefão da Cidade de Deus.

O Deco revelou que as bocas do Sam na Cidade de Deus, chegam a faturar uma quantia de R$ 600 mil reais mensais, vendendo cerca de 20 quilos de cocaína, mesmo com a presença da UPP no local.

Agora não sabemos se os relatos do Deco são verdadeiros, ou apenas deu uma de "João sem Braço", para não pegar uma acusação ainda maior.

E a lista de chefes do tráfico sendo preso fora do Rio de Janeiro, só cresce!


Fonte: G1.globo.com
Parece que a facção ADA cansou de ser ataca na favela da Proença Rosa (ADA) em Honório Gurgel, e já preparou um contra-ataque contra os rivais do Comando Vermelho.

Como já dito nos artigos anteriores, os bandidos do CV entram constantemente nas favelas da Proença Rosa e Mundial (ADA) para enfraquecer o tráfico local.

Eles pretendem retomar as bocas de fumo, que já ficou sob o controle do Comando Vermelho no passado.

Mas os ataques apenas enfureceu os rivais do ADA, que foram rápidos, e já arquitetaram uma invasão na Favela da Palmeirinha (CV) também em Honório Gurgel.


Ontem foi possível ouvir tiros na região, e segundo informações, alguns traficantes da Palmeirinha optaram por entrar no ADA e invadir a favela com sua nova facção.

Comandar a favela da Palmeirinha nunca foi a meta da facção ADA, mas instalar uma base na favela é uma estratégia para retomar as bocas de fumo da Favela do Muquiço (TCP) reduto histórico do traficante Coroa (preso), chefe do ADA.

Entraram e trocaram tiros com os rivais do Comando Vermelho, mas não houve nenhuma morte confirmada até o momento.

Mas já saíram da comunidade, retornando para a Proença Rosa e Mundial.

Os moradores da região já ficaram apreensivos novamente, pois a liderança do Complexo da Pedreira já avisou que os próximos ataques na Palmeirinha (CV), serão para ficar na favela.

Vamos aguardar.
São duas comunidades insignificantes para os bolsos da facção Comando Vermelho, mas ainda querem retomar as bocas de fumo das comunidades da Proença Rosa e Mundial em Honório Gurgel.

Recém tomadas pelos traficantes da facção ADA, aquela região se tornou uma extensão do perigoso Complexo da Pedreira.

Pelo visto, tomar a Proença e Mundial, só foi um plano de momento, que caiu no coloco dos chefões Playboy e Arafá, homens importantes para o ADA da Pedreira.

Mas para os bandidos do Comando Vermelho, perder a Proença Rosa e Mundial, acarretou muitos prejuízos, inclusive no remanejamento dos bandidos para outras comunidades.


Os chefes da comunidade da Providência (CV) que comandavam a Proença e Mundial, deixando apenas gerentes para tomar conta do dia-a-dia do tráfico por lá.

Foram eles que perderam as favelas para os rivais do ADA.

Agora, recentemente, os bandidos que saíram da Proença quando o ADA tomou, se concentraram na localidade conhecida como Barreirinha de Rocha Miranda.

Patrocinados pela cúpula do CV, estão se armando para retomar as bocas da Proença Rosa e Mundial.

Liderados pelo bandido conhecido como Juninho, já almejam um retorno em Honório Gurgel, e o reforço ficou maior, pois o bandido conhecido como Teta ou 2T está em liberdade, e ele liderava a Proença Rosa antes do ADA invadir.

Ele participará e guiará os bondes do CV dentro da Proença Rosa e Mundial.


Nesse fim de semana já fizeram uma nova investida.

Bem parecida com a última, onde pegaram os vapores e atividades dormindo, e levaram as armas e os carregamentos daquele plantão, causando um prejuízo no bolso do ADA.

Mas como os bandidos do ADA já estavam esperando, se armaram e ficaram em setores estratégicos para esperar o bonde do Juninho (CV).

Liderados pelo traficante conhecido como Suel, os traficantes do ADA da Proença Rosa e Mundial, conseguiu assustar os invasores do CV, que recuaram e não invadiram.

Mas já prometeram retornar.

Será?
A guerra entre Milicia e Terceiro Comando Puro (TCP) continua á todo vapor em Nova Iguaçu, onde o grupo paramilitar busca expandir os domínios.

Já no passado os Milicianos expulsaram o grupo do traficante Lico, ex-chefe do tráfico da comunidade do Km32.

Milicia conseguiu expulsar o fraco grupo do Lico, empurrando todos para as comunidades do Amarelinho e Muquiço, no Rio de Janeiro.

Por um tempo o Terceiro Comando Puro não pensava em retomar o Km32.


Os planos da Milicia são mais audaciosos, pois além de comandar o Km32, foram para o Km32 e Km37 e de quebra, querem tomar a comunidade do Grão-Pará (CV).

No sapatinho o grupo paramilitar aumenta seu reduto.

veja o vídeo que publicaram nas redes sociais, onde um sujeito que aparenta ser Miliciano, manda um recado para os traficantes do TCP:

Não só de derrotas os traficantes do Comando Vermelho vivem.

Ontem entraram novamente no Morro do Jorge Turco (ADA) em Rocha Miranda, mas na intenção apenas de enfraquecer os rivais,

Conseguiram matar um soldado da facção ADA, mas recuaram e saíram do morro, apenas dando um aviso que irão retornar.

No Juramento foi menos pior para os bandidos do ADA, que montaram uma estratégia de defesa, apenas revidando e não deixando os rivais sequer subir no morro.

O Tráfico do Jorge Turco vive enfraquecido, pois os bandidos trocam plantão com os comparsas do Complexo da Pedreira, onde as vezes deixam o morro sem soldados.


No caso do Juramento a situação é completamente diferente, pois se trata de um reduto administrado pelos bandidos do São Carlos, 18 e Macaé.

E não são de bobeira, e no mínimo, colocam mais de 10 fuzis dentro do Juramento, e todos sob a batuta do traficante Palmito, o "frente" do Juramento.

Se compararmos na defesa dos dois morros, o Juramento está mais reforçado e com um tráfico de drogas forte, mas não podemos falar o mesmo do Jorge Turco.

Nos próximos dias ou meses, uma guerra novamente deverá estourar no Juramento, pois os traficantes do Comando Vermelho não aceitaram perder o morro.

Mas agora irão entrar com o comando dos traficantes do Complexo do Alemão e Penha, os redutos do chefão Marcinho PV (preso).

Marcinho já avisou para os seus homens de confiança que quer o morro para ele, e promete pagar alto pra isso.

Será?
Nessa semana os Complexos da Pedreira e Chapadão, ganharam atenção da Policia, que sufocou o tráfico quase todos os dias da semana.

O Chapadão (CV) não era a missão principal, mas quando o veículo blindado (caveirão) passava pelas comunidades do Complexo da Pedreira (ADA) os traficantes do Chapadão davam tiros pra cima do veículo, e mudaram a rota da operação, indo direto pro chapadão.

A principal missão é coibir o tráfico de drogas e principalmente, reduzir os roubos a veículos e cargas pesadas, que é o principal alvo das facções de Costa Barros e Pavuna.

Mesmo sendo impossível, a policia até planejava pegar algum traficante alto na hierarquia do Chapadão, mas só ficaram com o confronto mesmo.

Ver policia operando nos becos e vielas do Morro do Chapadão (CV) ficou comum nessa semana, e até se tornou corriqueiro.

Pior que os bandidos do CV não recuaram na ação, e deram tiros sem dó pra cima dos policiais, nem levando em consideração a vida dos moradores da região.

Normal.

Assista a matéria sobre as constantes operações no Chapadão


Desse jeito só vão adiantar o inicio da instalação da Unidade Pacificadora (UPP) que já tem data marcada pra entrar no Complexo do Chapadão (CV).
Ontem os moradores do Morro do Sossego (TCP) em Senador Camará, encontraram três corpos jogados, e rapidamente acionaram o 14° BPM (Bangu).

A divisão de homicídio foi chamada, periciaram o local.

O batalhão local acredita que foi um baque dos traficantes do Morro do 48 (CV) que teria entrado na Favela do Sapo (TCP) baleado os rivais, em seguida, abandonado os corpos no entorno do Morro do Sossego.

Mas segundo os moradores do próprio Sossego, os três traficantes que foram mortos, participavam da hierarquia do Terceiro Comando Puro na Favela do Sapo de Camará.

Grafite no muro da Favela do Sapo.
Um dos mortos era conhecido como Rafael, e pelo apelido de Chatuba.

Um traficante antigo na hierarquia do tráfico em Senador Camará, que atuava na Favela do Rebu, e muito querido pelo traficante Marcio José Sabino, o Matemático (Batgol) e Robinho Pinga (morto), antigos donos das comunidades.

As informações dão conta que novamente foi mais uma briga interna entre os chefes do tráfico de Senador Camará, envolvendo o traficante conhecido como Sabão.


O Sabão controla o tráfico na Favela do Rebu (TCP) e teria entrado em desacordo com o traficante conhecido como Chatuba.

Não perdoou a desobediência do Chatuba, e pediu para que ele fosse até o Sapo para montar uma estratégia para invadir o Morro do 48 (CV).

O Chatuba foi com mais dois seguranças, mas ele não sabia que era uma cilada, e os três foram executados no local.

Enviada por Leitores. (Chatuba)
Moradores informaram que dificilmente o Chatuba andava armado na comunidade, e quando foi para reunião, abdicou de levar alguma pistola ou fuzil.

E assim foi!

Novamente o mundo do tráfico pregando suas peças, onde quem você aperta a mão, em menos de segundos, pode está apertando o gatilho contra você.

E ainda tem gente querendo entrar nessa "vida de cão", pra viver na margem da lei! 
Ontem durante a operação dos policiais do BOPE no conjunto de comunidades da Viradouro (CV), um fotógrafo do jornal Oi Itaboraí foi baleado na ação.

O rapaz foi socorrido no exato momento, foi atendido e hoje já passa bem.

Mas o sufoco ao tráfico da Viradouro continua, e hoje começou mais uma operação na localidade conhecida como Estrada da Garganta.


Os policiais deslocaram também o Batalhão de Cães (BAC) para encontrar drogas escondidas nas comunidades, mas como previsto, o tráfico deverá revidar na ação dos policiais.

Aquela região é uma via importante, pois os motoristas seguem da região de Pendotiba até o centro de Niterói.

Existem boatos que um grupo de traficantes estavam se reunindo no conjunto de favela da Viradouro, e os policiais teria recebido a denúncia e foram checar, e o confrontou estourou!

Vamos esperar o saldo dessa operação.

Ricardo Chaves de Castro Lima, ou conhecido como Fú da Mineira (44 anos). 

Chefão na hierarquia do tráfico na facção do Comando Vermelho, e hoje é encarregado por administrar e organizar a facção nas ruas do Rio de Janeiro.

Pela importância do Fú na facção CV, poderíamos contar mil e umas histórias da sua façanha no tráfico de drogas, mas ele é da turma que ficou mais tempo preso do que em liberdade.

Quando solto, atuava nos Morros da Mineira e Zinco no Estácio, quando ainda os dois eram dominados pelo Comando Vermelho.

Comandava ao lado do seu irmão Rogério Chaves de Castro Lima, conhecido como Rogeirinho do Zinco.

Mas sua vida de encarcerado começou aos 22 anos, quando ingressou ao sistema penitenciário em 12/08/1993, por conta da sua extensa ficha criminal.

Foi trocando de presídio constantemente, até que agosto de 1999 foi transferido para a Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino, o popular Bangu I.

Praticamente se uniu aos principais traficantes do Comando Vermelho, participando da famosa comissão da facção, que atribuía as ordens, que partiam primeiro das galerias de Bangu, até chegar as ruas do Rio de Janeiro.

De dentro do presídio, o Fú controlava o tráfico de drogas no Morro da Mineira, que na ocasião, era uma comunidade forte em poder bélico e também auferia muitos lucros para o CV, muito devido a localização da comunidade no Rio de Janeiro.

Rebelião de Bangu I



Participou da famosa rebelião de Bangu I em 11 de Setembro de 2002, onde a liderança do Comando Vermelho conseguiu comprar os desipes da galeria, onde deram o “cartão livre” para que os traficantes tivessem acesso a ala dos rivais da facção ADA.


Na ocasião, a rebelião comandada pelo Marcinho PV e Beira-Mar, resultou na execução de 4 cabeças da facção ADA, entre eles os traficantes Uê, Robô, Orelha e Robertinho.

Todos os chefes do tráfico que estavam na galeria do Comando Vermelho, foram indiciados no processo da rebelião em Bangu I.

Como controlava o tráfico do Zinco e Mineira de dentro dos presídios, o Fú tinha um temperamento explosivo, pois quando ficavam sabendo que suas bocas de fumo estavam sendo roubadas, ou simplesmente os gerentes não estavam trazendo lucros.

Ele tomava uma decisão simples, mandava “passar” os comparsas, sem dó e nem piedade.

Até que em 2005 foi transferido para a Penitenciário Dr. Serrano Neves 2, como era considerado um chefão do Comando Vermelho muito periculoso, a justiça decidiu transferi-lo novamente para Bangu.

Sua Mina de Ouro foi Roubada


A década de 2000 foi difícil para os membros da quadrilha do Fú, pois os rivais do ADA que controlavam o Complexo do São Carlos, estavam crescendo na região.

O traficante Irapuan David Lopes – Gangan – estava impossível nos ataques aos rivais da Mineira e Zinco, e sempre entrava no morro e dava trabalho para os subordinados do Fú.


Naquela época, o Gangan também integrava a lista dos traficantes à ser caçado pela justiça, e muito devido a sua crueldade pra atuar no tráfico do São Carlos, e principalmente por abrir uma guerra com o Morro do Zinco.

Antes de morrer em 2004, o Gangan conseguiu tomar as bocas de fumo do Morro do Zinco, e deu um prejuízo para o grupo do Fú, que acompanhou sua perda encarcerado e não podendo fazer nada.

Aos poucos o Comando Vermelho foi enfraquecendo na região do Estácio e Catumbi, onde alguns soldados migravam para os morros do Fallet e Fogueteiro (CV) em Santa Tereza.

Naquela época quando as coisas apertava para o CV, o refúgio era o temido Complexo do Alemão (CV) na zona norte do Rio de Janeiro, que na época abrigava muitos bandidos, e a maioria era líder na facção.

Até que em 2006 começou as tentativas dos traficantes do ADA em tomar também o Morro da Mineira, que na época estava enfraquecido.

Coelho e Carré.
O responsável por segurar as investidas dos rivais Aritana, Roupinol e Coelho, era o grupo do traficante conhecido como Toki, que era o chefe do tráfico na Mineira.

Foi uma guerra sangrenta no Estácio, onde toda semana os bandidos da Mineira e São Carlos trocavam tiros, parando a Itapiru e causando medo nos moradores.

Os traficantes da Mineira apenas se preocupavam em se defender, e aos poucos foram perdendo o território.

Sempre quando o bonde do Coelho – chefe do São Carlos – descia no Morro da Mineira, na companhia dos soldados Canela, Menor do Grotão, Cherú, Empada, Mocotó, Da Rajada e entre outros, conseguiam entrar, vasculhar toda a Mineira, mas saíam quando a policia intervia na ação dos bandidos.

Perdeu o Morro da Mineira


Até que em 2007 o Morro da Mineira foi dominado completamente pela facção ADA, causando um golpe duro no bolso do Fú, que novamente, acompanhou tudo de dentro do presídio.

Sem saída, os soldados arrumaram abrigo nos poderosos Complexo da Penha e Alemão, que era o quartel general do Comando Vermelho naquela ocasião.


Perder o Morro da Mineira causou tanta dor no Comando Vermelho, que tiveram até uma atitude desesperada para retomar o morro.

Para ter novamente o morro da Mineira, o Fú e a comissão da facção, pediu ao traficante FB (chefe da Penha) para negociar com o traficante Coelho, que tinha virado chefe da Mineira.

Numa negociação sem “pé e nem cabeça”, o FB apenas queria a Mineira de volta, aceitando pagar uma quantia alta para o rival Coelho.

Obviamente o Coelho se negou entregar a Mineira novamente para o Comando Vermelho, mas uma outra negociação tinha entrado em pauta, que era comprar o Morro do Zinco e não tentar mais nada na Mineira.

Grafite em Homenagem ao traficante Coelho.
Novamente foi negado pelo Coelho.

E não teve negociação naquele momento.

Com isso, os bandidos do Complexo do Alemão e Penha, abriram guerra definitiva com os rivais do Complexo do São Carlos, e prometeram retomar a Mineira e o Zinco na marra, passando por cima de tudo e todos.

Óbvio que só houve tentativas frustradas do Comando Vermelho.

No meio dessa negociação, caso o Coelho aceitasse algumas das negociações, o Ricardo Fú perderia parte dos lucros de ambos os morros, onde seriam administrados diretamente pelos chefes do Complexo do Alemão e Penha. Resumindo, o Fú iria dividir o seu império!

Os anos foram passando e o Fú foi transferido novamente, mas agora para o presídio de Catanduvas, um presidio Federal, onde a comunicação era quase impossível.


Isso foi em 2007.

Por muito tempo os planos de retomar a Mineira ficaram no esquecimento, pois o chefe estava incomunicável em presídio de segurança máxima e Federal.

Mas com uma manobra dos seus advogados, o Fú conseguiu a progressão de pena, e se caso arrumasse um emprego, ganharia o direito de cumprir em semiaberto a sua pena.

Sua Liberdade


Em dezembro de 2011 ele finalmente conseguiu o beneficio, mas teria que retornar aos presídios, mas como como já esperado, o Fú não retornou e foi considerado como foragido.

Por coincidência, seu parceiro Claudinho da Mineira também tinha recebido esse beneficio de sair do presídio, mas retornado à noite.

Ambos foram vistos passeando no Shopping em Porto Velho, pois na ocasião estavam detidos na Penitenciária Estadual Edvan Mariano Roseando.

Claudinho da Mineira e Fú.
Mas antes de ganhar a liberdade, ele teve que acompanhar a morte do seu filho no Morro do Chapadão em Costa Barros.

Felipe Fú ou Fuzinho, estava ocupando o cargo de “frente”, depois que o traficante Nando Bacalhau foi capturado na cidade de Guarulhos em São Paulo.

Fuzinho era muito novo e tinha pouca experiência para gerenciar um reduto que havia se tornado poderoso para facção. No íntimo da bandidagem, a real intenção era que o Fú pai ficasse de frente no Chapadão assim que ganhasse à liberdade.

Isso futuramente aconteceu, mas naquela ocasião o Fuzinho recebia uma pressão enorme entre os bandidos do Comando Vermelho, que sempre questionavam sua liderança no Chapadão.

Chegou até “pipocar” um caso interessante, onde testemunhas apontaram que o traficante Luis Cláudio Machado, o Marreta, teria subido no Chapadão, ordenando a liderança do Chapadão para ele.

Marreta alegava que tinha mais experiências que o Fuzinho, e que era parceiro do traficante FB, o verdadeiro dono do Chapadão.

Fuzinho - Filho do Fù.
Mas suas alegações foram em vão, e de longe, o Ricardo Fú ordenou que o Fuzinho não abaixasse a cabeça para o Marreta, e seguisse como chefe do morro.

Marreta aceitou a derrota, mas estranhamente o Fuzinho foi encurralado pelos policiais numa operação dentro do Morro do Chapadão, e acabou falecendo em confronto.

Estranhamente!

Até que um novo líder fosse eleito para ficar no Chapadão, o Fú já estava pra ganhar a sua liberdade, e junto com Benemário e Claudinho da Mineira, eles saíram para administrar melhor o Comando Vermelho nas ruas. Sempre com o “crivo” do Marcinho PV, o homem que tem a maior voz dentro da facção.

Com o Fú e Claudinho em liberdade, a hierarquia nas ruas foi fortalecida, e os dois ficaram responsáveis por cuidar do Complexo do Chapadão.

Benemário.
Benemário ficou encarregado em negociar armas e drogas direto dos países vizinhos do Brasil, e o Marreta ficou com a missão de expandir a facção na cidade do Rio de Janeiro.

Esses eram os generais do Comando Vermelho na ocasião, sem contar com os chefes dos seus respectivos morros filiados ao CV, mas que não respondiam pelas ordens do Marcinho.

Além de controlar o Chapadão, o Fú tratou de expandir seus domínios para São João de Meriti e Mesquita, dominando a comunidade da Coréia e retirando das mãos dos Milicianos que tomavam conta da comunidade.

Fora que nas entre linhas, foi seduzindo bandidos do Morro da Mineira e que tinha fechado com a facção ADA.

Aos poucos, traficantes antigos do CV da Mineira foram chegando ao conjunto de comunidades do Complexo do Chapadão, reforçando o grupo armado do Fú e Claudinho da Mineira.

Claro que já planejavam entrar novamente no Morro da Mineira e Zinco.

Atualmente uma guerra foi instalada no Morro da Coroa (ADA) no Estácio.

Morro da Coroa.
O episódio ficou na conta dos traficantes do Fallet (CV) controlados pelo traficante LP, onde subiram na Coroa com mais de 30 bandidos e aterrorizaram a comunidade, pegando os soldados e até o frente do morro.



A policia acredita que essa invasão teve dedo do Ricardo Fú, que movimentou o seu bonde do Complexo do Chapadão até o Morro do Fallet, para invadir a Coroa.

Sendo verdade ou não, sabemos que a intenção do Fú é retomar tudo que era seu na região central, e pelo visto, não medirá esforços para faze essa façanha!


As autoridades estão ligadas nos seus planos, e seguem seus passos na cidade do Rio de Janeiro.

Ricardo Fú é uma bandido muito procurado pelas autoridades, recebendo o valor de R$ 10 mil por informações que levem à sua captura.


Ele responde diversos processos criminais, pelos crimes de Associação ao tráfico, Homicídio Qualificado e Crimes previstos na legislação Extravagante.

Possuindo uma pena extensa, onde o término seria em agosto de 2023 em regime fechado!
Apenas o inicio de uma série de artigos que vou começar a publicar aqui no blog, chamado de “Complexos do Crime” na intenção de informar e retratar os maiores e importantes complexos das facções criminosas do Rio de Janeiro, não necessariamente respeitando a ordem cronológica da história.

Vamos lá.

Complexos do Crime - Complexo da Pedreira, o QG.



O Complexo da Pedreira é um conjunto de comunidades que fica na região de Costa Barros e Pavuna, na zona norte do Rio de Janeiro.

As comunidades que compõe o complexo são: Pedreira, Lagartixa, Quitanda, Final Feliz (Pavuna), Terrinha e algumas comunidades pequenas que quase não tem tráfico ativo e armado.

Hoje aquela região do Complexo é dominada pela facção Amigo dos Amigos (ADA), mas nem sempre foi assim..

História do Complexo da Pedreira.


As comunidades do Complexo da Pedreira eram consideradas fracas em armamento e não dava muitos lucros nas bocas de fumo.  

Muitos anos atrás o tráfico na Pedreira era comandada pelo traficante Luis Claudio Machado, o Marreta, uma época que o ADA não existia e Comando Vermelho reinava sozinho.


Mas a facção ADA conseguiu tomar as bocas de fumo e se firmaram na região, até os dias atuais.

A comunidade da Lagartixa também não era uma potencia no tráfico, e na história do tráfico no Rio de Janeiro, ela teve uma participação crucial na separação das facções T.C e A.D.A. 

Na época comandavam juntos os tráficos no Morro da Lagartixa, mas uma desavença entre Linho (ADA) com o B.B do Acari (TC), uma briga interna aconteceu e a Lagartixa acabou nas mãos do ADA.

A favela da Quitanda era conhecida por ter muitos Assaltantes, um dos maiores da região da Pavuna e da Costa Barros.

Linho.
Eles assaltavam cargas, motos e carros de passeio, e ganharam atenção pelas autoridades pelo excesso dessa prática criminosa.

O grande chefe da Quitanda foi o traficante Puma ou Fera, que organizava os bondes dos assaltantes e também o tráfico na comunidade, que militava bandeira do ADA.

Já as favelas do Final Feliz (Pavuna) e da Terrinha, são pequenas geograficamente, mas se encontram em pontos estratégicos em vendas de drogas.

Dizem que são as favelas que mais faturam no comércio de drogas para a facção ADA em Costa Barros.

O Morro da Pedreira era bem conhecido quando foi tomado pelo ADA, e na gerencia do traficante Linho.

Quando o Linho desapareceu em 2005, todas as suas comunidades ficaram para o traficante Coroa/Sassá, que era um braço direito do linho na Vila do Pinheiro, no Complexo da Maré.

Assim que assumiu o controle de Costa Barros, o Coroa começou a colocar os homens de confiança de frente nas comunidades da Pedreira, Lagartixa, Final e Terrinha.

No caso da Quitanda, a comunidade continuou nas mãos do Puma, e o Coroa não tinha influencia naquela comunidade.

Traficantes como Bamba, Savoy e Pixadão, já passaram pela hierarquia do tráfico na Pedreira, mas o grande auge da comunidade foi quando o Coroa deu o cargo de frente para o traficante Playboy.

Savoy ou Brabo.
O Playboy tinha trocado o TCP do Dendê, pelo ADA do Complexo da Maré.

Na época que existiam várias invasões para retomar o Morro do Dendê, e tirar das mãos do TCP.

O Playboy ganhou muita moral com a liderança da facção ADA, e depois da prisão do Coroa em 2005, do Noquinha e de outros traficantes que organizavam as invasões no Dendê, a pedido do Coroa, o Playboy ficou encarregado de levantar a facção e organizar o tráfico na Pedreira.

Playboy chegou até o Morro da Pedreira muito embalado, pois sua origem no crime era como assaltante.

Seu primeiro deslize como número 1 da Pedreira, foi dar ordens para executar alguns policiais e 
deixar o caminho livro para os assaltantes atuarem no pé da favela.

Mas com o tempo tudo foi se acertando, e com o apoio de outros traficantes, o Playboy levantou o tráfico na Pedreira em quesito de armamento e faturamento, se tornando um morro importante para a facção ADA, e um quartel general com capacidade de abrigar os comparsas de facção.

Atualmente


Nos dias atuais as comunidades do Complexo da Pedreira são quase impossíveis de invadir. Mesmo fazendo divisa com o Comando Vermelho do Complexo do Chapadão (O QG), até hoje nunca sofreram um risco de perder o controle da comunidade.

E por outro lado, dificilmente as comunidades do ADA sobem ao Complexo do Chapadão (CV) para fazer guerra pela comunidade. Um sabe o poder de fogo do outro!

UPP Ajudou a Pedreira


Com a pacificação das comunidades do São Carlos, Macacos, Rocinha, Mineira e Caju, e as perdas do Muquiço, Jorge Turco (retomaram), Juramento (retomaram) e Para-Pedro, o complexo da Pedreira ganhou muitos reforços.

Grafite no Muro dentro da Pedreira.
O Playboy deu abrigo para vários traficantes dessas comunidades na Pedreira, e hoje podemos afirmar que a comunidade possuiu um poder bélico de mais de 100 fuzis.

Contando com a migração e o transporte de armamentos que esses traficantes fizeram.

Toda a ordem que vem do presídio encaminhado pelo Coroa, passa primeira pela Pedreira, e depois 
para as outras lideranças do ADA, onde o Coroa tem influência, e também outras comunidades do Rio de Janeiro.

Apesar de ser desunida, o ADA conseguiu se sustentar somente com as comunidades de Costa Barros, pois não contam com um grande apoio do Celsinho e suas comunidades da Vintém e muito menos do Nem, chefe da Rocinha e Vidigal, na zona sul.

No caso do traficante Coelho e do São Carlos, aconteceram brigas antigas para não ter essa união total.

Isso foi na época da invasão do TCP no Complexo da Maré, onde os comparsas da Rocinha e do São Carlos não quiseram ajudar o Coroa na proteção do Complexo da Maré, por motivos pessoais.

Resultado dessa briga foi á perda do maior Complexo do ADA naquela época.

Extensão do Império de Costa Barros


Atualmente o alvo dos traficantes da Pedreira é estender o Complexo de Costa Barros até Barros Filho e Honório Gurgel.

Os traficantes Playboy e Arafá organizaram uma invasão e conseguiram tomar o Morro do Chaves em Barros Filho, que era dominado pela facção CV.

Morro do Chaves
As comunidades da Eternit e Joana Darc, caíram nas mãos do Arafá, que ganhou de presente de um grupo de Milicianos, que aceitaram vender a comunidade para o chefão do ADA.

No ano de 2015 acompanhamos novas expansões na região, como a invasão das comunidades da Proença Rosa e Mundial, localizadas em Honório Gurgel

Bem como a retomada dos Morros do Juramento em Vicente de Carvalho, e o Morro do Jorge Turco em Rocha Miranda, onde contaram com uma participação direta dos soldados do Complexo da Pedreira, em conjunto com os comparsas do Morro do 18 e São Carlos.

Chefes do Complexo da Pedreira

Coroa ou Sassá


Líder de todas as comunidades do Complexo da Pedreira, com exceção a Quitanda.

Coroa (Preso).

Mesmo preso desde 2005, ele é a voz maior naquela região, manda soltar, manda prender. Hoje ele é um dos principais líderes do Amigo dos Amigos (ADA).

Antes de ser preso ele comandava um império. Era dono da maioria da Maré, Caju, Pedreira, Lagartixa, Muquiço e Jorge Turco, mas por ser um mau administrador, acabou perdendo as comunidades, sobrando apenas a Pedreira como um complexo sem a presença da UPP.

Puma ou Fera


Traficante antigo e do tempo do Linho, Uê e Celsinho.

Puma (Preso)
Homem de confiança do Coroa, pois já participaram do tráfico no Complexo da Maré. Inclusive o Coroa foi preso junto com o Puma na favela Salsa e Merengue, mas o Puma conseguiu sair antes e se abrigou na Quitanda.

Ele é a voz da favela da Quitanda.

Como se entregou alegando participar da ONG Afro reggae, dizem que ele não tem mais nenhuma participação no tráfico na Quitanda.

Playboy


Homem de confiança do Coroa, líder do ADA do Complexo da Pedreira. Comanda o tráfico e os assaltos no Morro da Pedreira, Proença Rosa e Chaves, e tem voz na comunidade da Lagartixa.

Hoje ele é encarregado de formar bondes para invadir as comunidades rivais, e também tem a função de unir e dar abrigo a outros membros do ADA.

Atualmente é o bandidos mais procurado do Rio de Janeiro, carregando em suas costas uma recompensa no valor de R$ 50.000,00 por informações que levem até a sua captura.

-Conheça a história criminosa do Playboy-

Arafá ou MDO


O número um na confiança do Coroa, mas disfarçado de número dois.


O Arafá comanda as comunidades do Final Feliz (Pavuna), Terrinha, Joana Darc, Eternit e divide a liderança no Morro do Chaves, Proença Rosa e Mundial.

Ele é um traficante que dificilmente sai na mídia, pois atua de forma discreta e quase não tem o seu apelido exposto em letras de Funk proibidões”.

Dizem que o Arafá seria o homem cogitado em ser o frente do Morro da Pedreira, mas o mesmo não aceitou e rejeitou a indicação, deixando o cargo para o seu comparsa Playboy.

Raro ou 2R.

Encarregado de liderar o tráfico no Morro da Lagartixa, vizinho ao Morro da Pedreira.


De perfil parecido com Arafá, o Raro é quase um desconhecido no radar da policia, pois quase não tem o seu nome envolvido em polêmicas, acusações e principalmente em músicas e operações.

Mesmo sendo o frente da Lagartixa, ele conta com um grande apoio do traficante Playboy, que também é respeitado na comunidade do Lagartixa.

-Conheça o registro criminoso do Raro-

Betinho ou Puta Velha

Traficante da antiga e homem de confiança do traficante Arafá.


Já chegou a ser preso junto com o Arafá em 2004, quando tinha 32 anos.

Com a morte do traficante conhecido como Menor Revoltado, o Betinho ganhou o cargo de número dois na hierarquia do Morro da Pedreira. Sempre atuando sob a batuta do Playboy, o seu chefe!

Também com um perfil discreto, que evita sem envolver em polêmicas e ter seu rosto registrado nas capas dos jornais.

Atualmente ocupa o cargo de gerente-geral no tráfico do Morro da Pedreira.

Traficante 500.

Como o cargo de chefe na favela da Quitanda vem se alterando com o tempo, é incerto apontar somente um homem como organizador do tráfico.

Atualmente o cargo é ocupado pelo traficante conhecido pelo apelido de “500”, e sempre ao lado de soldados que ganhou uma ascensão na Quitanda, conhecido pelos vulgos de Peludinho e Tiroteio.

Atualmente o 500 organizam bondes de assaltantes, com a intenção de auferir lucros para os bandidos da Favela da Quitanda.


Hoje a facção Amigo dos Amigos (ADA) do Coroa, vive em função dos lucros do Complexo da Pedreira, com tráfico e roubos.

Todas as missões de invasões partem da Pedreira, e como dito no começo do artigo, lá em Costa Barros é um local perfeito para esconder os comparsas que saem de áreas pacificadas. Por isso virou um complexo potente em armas e homens.


O Secretario de Segurança Pública do Rio de Janeiro já anunciou um futuro projeto de pacificação para o Complexo da Pedreira, visando instalar unidades da UPP nos Morros da Pedreira e Lagartixa.
Na intenção de diminuir a taxa de assaltos na região, que por sinal é bem alta.

E praticamente acabar com os confrontos em outras áreas, que geralmente os soldados são abrigados no Complexo da Pedreira, para partir para retomar outros morros.

Será uma implantação bem complexa e problemática, pois pode elevar drasticamente a violência na Baixada Fluminense e São João de Meriti, áreas que serão a nova casa dos traficantes futuramente.

Vamos aguardar!


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